Projeto estimula jazz brasileiro na UFU

A Orquestra Popular do Cerrado  promove música instrumental na cidade de Uberlândia

Por Aurélio Barcelos

Inspirada em grandes nomes da música popular brasileira, como Tom Jobim, Moacir Santos e Wagner Tiso, a Orquestra Popular do Cerrado (OPC) da UFU representa uma evolução musical para a cidade e para a universidade. Com quase dez anos de atuação, o projeto colhe seus frutos. A partir de 2019, o curso de Música passará a oferecer também a habilitação em Música Popular, além da Erudita.

Seguindo os padrões da Era do Swing do Jazz estadunidense, o grupo é caracterizado como uma big band constituída por 12 a 25 músicos, organizados em quatro naipes de instrumentos. A Orquestra Popular do Cerrado tem em sua formação quatro trompetes, três trombones, quatro saxofones, duas flautas transversais, um piano, uma guitarra, um baixo, uma bateria e percussão para executar peças de Jazz Brasileiro, uma mistura de samba, samba-reggae, maracatu e bossa nova.

O regente e coordenador da OPC há quatro anos, Alexandre Teixeira, acredita que o grupo oferece uma experiência acadêmica e artística para os alunos da universidade. “Os bolsistas dividem seu tempo em conhecer o repertório, estudar individualmente as músicas e ler sobre os compositores e a história das obras, o que ajuda na interpretação da música como um todo”, enfatiza.

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Para o regente, Alexandre Teixeira, a orquestra é essencial na formação musical dos alunos. Foto: Heitor Gomes

O problema, porém, é a alta rotatividade dos integrantes da banda. Segundo o estudante de licenciatura em violão e guitarrista da orquestra, Pablo Pessoa, os alunos almejam um pouco mais de autonomia. “Algumas decisões são tomadas pelo regente, mas o grupo gostaria de, pelo menos, experimentar novas formas ou repertório”.

Para Teixeira, a falta de abertura é fruto das limitações do projeto, que depende de participação de alunos que, com o ciclo universitário de quatro ou cinco anos, precisam ser substituídos. Essas constantes mudanças de instrumentistas, segundo ele, atrapalham o entrosamento da banda e o amadurecimento do grupo como um todo. “Não basta ter músicos bons, eles precisam saber tocar juntos” ressalta.  

Ainda assim, Pablo Pessoa reconhece que a orquestra é uma oportunidade para os músicos, já que são poucas formações desse porte na região. “Ela moldou o caminho que eu segui durante o curso”.

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Pablo Pessoa, estudante de Música na UFU, é o guitarrista da Orquestra Popular do Cerrado. Foto: Heitor Gomes

Todos os alunos da UFU podem participar. Para isso, basta passar na audição realizada pelo grupo. O próximo teste será no primeiro semestre de 2019. O grupo também estuda a possibilidade de suprir as vagas não preenchidas por alunos com músicos da comunidade externa.

 

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