Hemocentro de Uberlândia limita o atendimento por quadro de horários insuficiente

A instituição conta com o apoio da comunidade para controle de doadores ao dia

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1,6% da população brasileira doa sangue, segundo dados do Ministério da Saúde. Foto: Cecília Almeida

Por Valquiria Vieira

  Inaugurado há mais de 25 anos, o Hemocentro Regional exerceu suas atividades em um prédio cedido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) até 2002, desde então funciona em espaço próprio. Segundo Ludmila Martins, responsável pelo setor de captação de sangue do Hemocentro, a instituição recebe 2000 mil doadores por mês. No entanto, existem ocasiões em que é necessário dispensar o doador. Isso ocorre, principalmente, no período da tarde em que são distribuídas 50 senhas para atendimento e, por vezes, mais pessoas buscam a instituição.

 “Buscamos captar doadores em nosso próprio sistema de registros, para conseguir prever quantas pessoas serão atendidas durante o mês, além da demanda espontânea”, afirma Ludmila. Em função do quadro de horários limitado, alguns dias da semana o Hemocentro não recebe doadores a tarde. A boa notícia é que este sistema ainda não afetou o banco de sangue que atende Uberlândia e mais dezessete cidades da região.

    A coleta leva cerca de 12 minutos para ser realizada, no entanto, todo processo soma mais de 1 hora considerando o tempo em que o doador aguarda, é entrevistado e logo após a doação recebe seu lanche. Segundo Ludmila, existe um tempo específico em que o doador pode ficar nesse processo a fim de evitar ansiedade, medo e até a desistência. É o caso de Luana Vieira, que doou pela primeira vez em 2018. A estudante procurou a instituição por incentivo do namorado e, pretende voltar a realizar a doação, sendo que, gostou muito da experiência.

  O estudante de Ciências Contábeis na UFU, Marcos Samuel, também pretende voltar ao Hemocentro. Ele conta que já realizou a doação de sangue mais de vinte vezes e acredita no bem que esta atitude significa para a sociedade. Marcos afirma a relevância da doação, gesto que permite alcançar, no mínimo, três beneficiários. Além de cuidar da própria saúde, sendo que, o doador recebe o resultado da análise sanguínea em casa após a doação.

   “Já trouxe meus amigos e vários familiares para doar também, é algo tão simples e rápido que tem uma importância gigante”, conta Marcos Samuel. A responsável pelo setor de captação de sangue, ainda reforça que, cerca de 1900 transfusões de sangue são realizadas no Hemocentro. Ludmila conta que atualmente não existe possibilidade de parceria com a UFU, no caso de contratação de funcionários ou estagiários. “Para ampliar a equipe, seria necessário que a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais – SEPLAG, anuncie novo edital de contratação, sendo que o Hemocentro é uma instituição do Estado”.

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