Jogos eletrônicos se popularizaram entre os estudantes da UFU

O futebol eletrônico, FIFA, faz parte do cronograma das Olimpíadas Universitárias, desde 2016, e acompanha o boom no país

Por: Thiago Crepaldi

“Por muito tempo nós gamers não éramos levados a sério. Por vezes, fomos desprezados e deixados de lado pela sociedade. O preconceito vem sendo superado e estamos conquistando visibilidade e apoio da comunidade acadêmica”. A afirmação dita por Vitor Marques, presidente da primeira atlética da UFU de jogos eletrônicos, criada em 2018, destaca o início da mudança no cenário dos eSports no meio universitário.

Um estudo realizado pela “Newzoo”, este ano, indicou a dimensão desta transformação citada. De acordo com a empresa de consultoria especializada no mercado de games, no país 7,8 milhões de brasileiros são considerados “entusiastas de eSports” (pessoas que consomem conteúdos de esportes eletrônicos mais de uma vez por mês). Ainda segundo esta pesquisa, o Brasil é líder na América Latina e mundialmente fica atrás apenas da China e dos Estados Unidos no engajamento com os esportes eletrônicos.

Da UFU para o Brasil

A ascensão da modalidade é tão expressiva que, nos últimos cinco anos, tem chegado às universidades. Na UFU não foi diferente, mas a única modalidade eletrônica disputada é o jogo de futebol virtual, FIFA, desde 2016. Este ano, na Olimpíada Universitária apenas uma atlética não participou dos jogo de videogame. A campeã feminina, Monique Rayssa Rodrigues (Nick), da Atlética Computação, também participou e conquistou o título de vice-campeã dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) 2018. A estudante-atleta confessa que nunca imaginou que sairia de Uberlândia para disputar um campeonato nacional jogando FIFA. “Fiquei muito feliz e surpresa com o resultado. Foi uma experiência muito importante pra mim”, afirma a atleta, que ainda comemorou o terceiro lugar geral por equipes no JUBs, junto com o atleta Bruno de Oliveira Fernandes.

Nick e Bruno Oliveira focados no treinamento durante o JUBs em Maringá, Paraná (Foto: Thiago Crepaldi “Zina”).
Nick e Bruno Oliveira focados no treinamento durante o JUBs em Maringá, Paraná (Foto: Thiago Crepaldi “Zina”).

As competições do jogo FIFA acontecem há três anos no JUBs e League of Legends (LoL) desde 2017. O coordenador do LoL no JUBs, Djary Veiga, projeta um aumento exponencial de 50% para o ano que vem. “O crescimento da modalidade só vai acontecer porque os universitários são engajados e se organizam para promover o eSports. Isto é importante porque ainda temos muitas universidades [com] administrações tradicionais que não enxergam a relevância dos jogos eletrônicos”, explica. A equipe de LoL da UFU, Zup Santa Bronx, venceu a etapa de Minas Gerais dos JUBs e garantiu uma vaga para a fase final, que reuniu as melhores equipes universitárias no LoL. O time da UFU conquistou o quarto lugar.

Depois de vencer a fase regional,  Zup Santa Bronx UFU eSports, teve a chance de enfrentar equipes país inteiro na fase final do JUBs em novembro de 2018 (Foto: Thiago Crepaldi “Zina”).
Depois de vencer a fase regional, Zup Santa Bronx UFU eSports, teve a chance de enfrentar equipes país inteiro na fase final do JUBs em novembro de 2018 (Foto: Thiago Crepaldi “Zina”).

Com este resultado, o atleta Gabriel Barros revela que, apesar de jogar LoL há seis anos, só agora teve a chance de entrar para o circuito das disputas universitárias. “Acabei ficando como jogador casual por muito tempo, apesar de sempre ter o espírito competitivo. Jogar a fase final do JUBs e representar a UFU é importante para podermos consolidar a nossa equipe, trazer mais reconhecimento, difusão e investimento na modalidade pela universidade”, diz o gamer.

Vitor Marques já pensa no futuro dos esportes eletrônicos na universidade. “Vamos continuar a acompanhar o boom dos eSports, mas, para isso, precisamos continuar com o apoio da UFU. Ainda não temos um laboratório de treinamento, o que é importante para continuar com o trabalho da atlética”. E ainda complementa: “Pretendemos colocar os jogos no calendário esportivo, conquistar mais jogadores. Com isto, vamos ganhar mais experiência e podemos colocar a UFU no topo do cenário universitário”, espera o presidente da Atlética Zup Santa Bronx.

Compromisso da UFU

A pró-reitora de assuntos estudantis, Eliane Calderari, por meio da Diretoria de Qualidade de Vida (DIRVE) e a Divisão de Esporte e Lazer (Diesu), firma um compromisso com os estudantes-atletas dos esportes eletrônicos. “É importante destacar que a Proae exerce funções e atribuições específicas. Portanto precisamos estabelecer o diálogo com os demais setores da instituição, a fim de garantir e ampliar as modalidades eletrônicas”, afirma. A pró-reitora ainda considera que se deve respeitar a capacidade da UFU em atender as demandas da infraestrutura para a realização dos eventos. “Acredito que o esporte contribui para o desenvolvimento das potencialidades dos estudantes e da sua qualidade de vida”, conclui.

League of Legends_ (1)

 

 

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