Festival do Iarte incentiva a união entre os cursos do instituto

O compartilhamento de vivências e obras entre Artes Visuais, Dança, Música e Teatro é o foco do EntreArtes

Matheus Maia

Embora seja uma das unidades acadêmicas mais jovens da UFU, o Instituto de Artes (IARTE), fundado em 2011, tem uma trajetória histórica datada antes mesmo do processo de federalização da universidade com a criação do Curso Superior em Música, 61 anos atrás.

Ao longo dos anos, o instituto sempre buscou estabelecer laços estreitos com a comunidade externa à UFU. Apesar de abarcar áreas de Dança, Música, Teatro e Artes Visuais, grande parte dos projetos são desenvolvidos de forma independente. Os membros têm buscado maneiras de suprir a necessidade de diálogos entre núcleos, por isso em 2018 foi criado o 1º Festival de Artes, o Entreartes. O evento aconteceu em novembro, e de acordo com Diretor do Iarte, Cesar Adriano Traldi, há uma perspectiva de que agora em diante ocorra uma maior interatividade entre os cursos do instituto.  A ideia é que as artes possam se interligar, por isso, para participar do evento, era necessário conter no mínimo, duas áreas do instituto nos projetos inscritos. “Espero que este seja o primeiro de muitos, e que se torne uma prática que perpetue ao longo dos anos”, reforça Traldi.

O estudante do segundo período de Artes Visuais Tiago Moreyra, que atua como monitor e expositor do festival diz acreditar que esta é uma  oportunidade para os alunos terem seus trabalhos exposto ao público. Segundo ele, o evento pode ser visto também como uma ferramenta de visibilidade, seja ela para os próprios artistas, como para o curso e para o Instituto. “O festival é uma forma de veiculação de cultura.”, finaliza Moreyra.

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Para o aluno de artes visuais, Tiago Moreira, eventos como o Entre Artes são importantes
para a exposição dos trabalhos dos alunos. Foto: Sara Camelo

Já para para o graduando de Teatro, Adriel Pereira, graduando em Teatro e responsável pela iluminação do espetáculo de abertura afirma que o evento é  importante para a formação dos alunos. Apesar de reconhecer a importância da junção das quatro áreas do instituto, ele reitera que ainda há uma dificuldade em visualizar isso na prática.  

Para o Coordenador do curso de Dança, Jarbas Siqueira Ramos, o Entreartes vem para ocupar as lacunas que surgiram ao longo dos processos de especialização dos cursos. O projeto contou com oficinas, performances, apresentação de música e teatro, além de rodas de conversa, reforçando,segundo ele, o caráter interdisciplinar proposto. “A  possibilidade de estar junto com o outro e assim fazer a integração dentro de um instituto tão diverso”, conclui Siqueira.

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O Entre Artes permite que comunidade externa à UFU tenha um contato mais próximo com
o mundo artístico. Foto: Sara Camelo

 

Projetos de extensão

O EntreArtes é o filho caçula de mais de 60 anos de história do Iarte, quando o curso de Música foi fundado. Durante todos os anos de existência do instituto, vários projetos voltados tanto para o público interno quanto externo à UFU foram desenvolvidos pelos núcleos. Dentre eles, um dos programas de extensão que conseguiu abranger não apenas a cidade de Uberlândia mas também os municípios da região foi o “Projeto Movimento”. Criado no ano de 1993 pelo departamento de Música, teve o papel de proporcionar o ensino e a performance de música em escolas especializadas das cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Patrocínio e Araxá com a realização de oficinas de apoio didático-pedagógico e artístico-cultural.

No curso de Teatro destaca-se o “Pediatras do Riso”, que busca levar alegria para as alas hospitalares. Criado em 1998 pelo Professor Narciso Telles, o projeto atualmente é dirigido por Ana Elvira Wuo, professora referência nacional na atuação teatral em hospitais, segundo o diretor do Iarte. Tem como proposta propiciar a atuação de duplas de palhaços em visitas ao Hospital de Clínicas da UFU, com o objetivo de humanizar e alegrar o ambiente hospitalar, na tentativa de minimizar a enfermidade; fortalecer a relação de profissionais, familiares e doentes, contribuindo para a recuperação física e psicológica dos pacientes; contribuir com a formação de estudantes; integrar atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão.

O projeto “Corpo e(m) Movimento” de 2014 é um dos destaques do curso de Dança. Com o objetivo de desenvolver ações que visem o estudo de procedimentos de ensino-aprendizagem em dança e processos de criação, por meio de atividades baseadas em estímulos sensório-motores, percepção rítmica, consciência corporal e criatividade; dialogando com procedimentos de pesquisa do Núcleo de Estudos de improvisação em dança.

O diretor do instituto também ressaltou a importância do Museu Universitário de Arte (MunA) para os alunos do curso das artes visuais, que promove a conservação, proteção, valorização, estudo, interpretação, difusão e ampliação de seu acervo. O Museu busca desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão e promove ações educativas voltadas para o público interno e externo à comunidade universitária através de cursos, seminários, palestras, oficinas e atividades afins, assim como implementar uma política de exposições periódicas voltadas para o fomento da produção, discussão e reflexão das artes visuais.

 

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