Hospital de Clínicas da UFU tem destaque em tratamento humanizado

Os projetos desenvolvidos englobam diversas áreas de atendimento, como a UTI neonatal e a ala pediátrica

Por: Loise Monteiro

No ano em que a UFU completa 40 anos, o Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU) é referência regional no atendimento. Além dos procedimentos padrão, nele ocorrem 20 projetos de humanização, que visam receber pacientes, otimizando a relação entre as pessoas atendidas e os serviços de saúde.

O programa “Amigos do coração” é um exemplo. Semanalmente atende cerca de 100 crianças da ala pediátrica que possuem problemas cardíacos, a fim de descontrair o rígido ambiente hospitalar. Através de um espaço com atividades recreativas, como a contação de histórias e outras brincadeiras, é possível transformar a espera por atendimento em um momento mais leve e feliz.

“Conversamos e trocamos experiências. Isso nos faz entender que não somos só nós que temos problemas. Alguns possuem dificuldades maiores”, afirma a dona de casa Sandra Oliveira Gonçalves, ao apontar com carinho o contato com outras mães e crianças. Há nove anos ela leva o filho Felipe para fazer o tratamento no HCU. Ela considera que o novo espaço é um ponto positivo do projeto. “Antes ficávamos apertados, esperando no corredor. Agora temos banheiros para dar banho nas crianças e ficarmos mais à vontade”, explica.

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Sandra Oliveira defende a importância do atendimento humanizado. Ela acompanha há nove anos o tratamento do seu filho, Felipe. Foto: Luiz Gustavo Ribeiro

O programa conta também com os projetos “Meu dentinho, meu coração”, “Meu coração nutrido” e “Acalma coração”, que visam, respectivamente, tratar da saúde bucal, da dieta e preparar psicologicamente as famílias dessas crianças cardiopatas após cirurgias.

A gerente da gestão de humanização, Leda Márcia Borges, considera que estes projetos do HCU são um diferencial importante, inclusive, abordados em congressos. “São poucos hospitais que possuem uma área como esta para as crianças aguardarem as consultas no ambulatório”, afirma. No entanto, segundo relata, a maior dificuldade do “Amigos do Coração” é a grande procura, que exige uma fila de prioridade. “Algumas mães não entendem que o caso do outro é mais urgente do que o dela. Não é possível atender a todos de uma vez”, finaliza.

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A gerente de gestão de humanização do HC-UFU, Leda Márcia, acredita que os projetos desenvolvidos são um diferencial em relação aos demais hospitais. Luiz Gustavo Ribeiro

Outro projeto que integra a rede é o “Mamãe faz Arte”, o qual oferta oficinas de artesanato às mães da UTI neonatal, do berçário e às gestantes de alto risco. O objetivo do projeto é ensinar os trabalhos manuais, como o crochê, para que essas mulheres possam transformá-los em fonte de renda familiar e, também, como uma forma de terapia.

A designer de interiores Alessandra Ramos é uma das professoras voluntárias do projeto. Ela conta que, para cuidar dos filhos, passou a trabalhar em casa com artesanatos. Como há alguns anos foi voluntária do HCU, em outra área, sentiu a necessidade de voltar a fazer trabalhos voluntários e, coincidentemente, convidaram-na para o “Mamãe faz arte”. “Elas ficam felizes e sempre querem terminar os trabalhos começados”, declara sobre as mães participantes.

A afirmação da professora condiz com o pensamentos das alunas sobre o projeto. “Aqui conhecemos outras mães, trocamos telefone e criamos amizades. A convivência faz com que uma dê força para a outra e isso ajuda bastante”, relata a operadora de caixa Lidiane Pereira de Oliveira, que tem seu filho internado na UTI neonatal. Além da relação, ela valoriza as atividades executadas no projeto. “A cabeça fica mais leve. Esquecemos dos problemas, ficamos animadas e aprendemos”, complementa.

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Lidiane de Oliveira comenta a importância do contato com outras mães durante as oficinas do projeto “Mamãe faz Arte”. Foto: Luiz Gustavo Ribeiro

Outra mãe, que não quis se identificar por ser menor de idade, também com o filho internado há três meses na UTI neonatal, concorda com a importância do projeto. “Gostei muito e penso em, futuramente, vender as artes que aprendi aqui”, conclui a estudante.

Todos os projetos da rede de humanização incluem área de extensão e aceitam voluntários. Os interessados são encaminhados para o setor de maior afinidade com o campo de estudo. Mais informações podem ser recebidas pelo (34) 32182064.

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