RU implementa novo formato de atendimento

Após adotar vencimento mensal, o restaurante busca aprimorar o controle da arrecadação dos tíquetes, apesar de críticas dos estudantes

Por: Gabriel Caixeta

Em julho de 2018, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) da UFU passou a estabelecer uma nova política de atendimento do Restaurante Universitário (RU). Com o novo sistema, os tíquetes para refeição podem ser usados no mês de compra. A mudança teve como objetivo o aperfeiçoamento do monitoramento de vendas para o controle de gastos e de recursos disponíveis. A alteração, no entanto, é alvo de críticas dos estudantes pela impossibilidade do reembolso das fichas não utilizadas no período.

O coordenador da Divisão de Restaurantes Universitários (Divru), Clóvis Antônio da Fonseca, explica que a medida serve para o controle de arrecadação e fraude dos tíquetes. Quando a validade era estendida por meses, esclarece Fonseca, “independente de ser a empresa ou o aluno, aumentava o risco de fraude, por vários fatores, devido a impossibilidade de uma fiscalização mais precisa.”

Porém Fonseca comenta que o novo formato não é o ideal para a administração do restaurante e que a Divru, juntamente com a Proae, estuda a adoção de um sistema eletrônico para as vendas dos tíquetes a longo prazo. O coordenador explica que ainda não é possível instrumentalizar a comercialização das fichas devido a complexidade da ação, que necessita de uma equipe de fiscalização avançada. “Já existem universidades que adotam esse sistema eletrônico, mas como não liberam o programa, é preciso que o sistema seja desenvolvido por nós. Neste sentido, a Proae já faz essa prospecção”, diz.

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Para melhorar o controle de vendas, desde julho de 2018, as fichas para o RU são válidas
apenas até o fim do mês da compra. (Foto: Naiara Ashaia)

Prejuízo para os estudantes

A estudante do segundo período do curso de História, Thaís Helena Narciso Ribeiro, conta o prejuízo que teve no mês de outubro, devido a data de vencimento dos tíquetes. Devido ao limite de tempo, ela perdeu cerca de R$20 e não conseguiu trocar sua ficha por outra. “A nova política acaba se tornando maléfica, porque eles não reembolsam o valor e o estudante perde o dinheiro”, lamenta.

No mesmo sentido, o estudante do quarto período de Engenharia Aeronáutica, Nuno Benró, diz que apesar da confiança que o novo controle oferece para tratar os dados de vendas do RU, a comunidade discente não tem ganhos diretos com a nova política. Para Benró, “às vezes, ao fazer as contas para a compra das fichas, considero que todo dia irei comer no restaurante, mas se por alguma razão perco alguma refeição, acabo perdendo R$3 (valor do tíquete)”.

Fonseca explica que o rigor da ação acontece pelo fato de que uma vez feita a venda, o dinheiro do tíquete é depositado e, por isso, não possibilita a devolução do valor. Questionado sobre a possibilidade de troca dessas fichas, o coordenador pondera que a substituição implica no desequilíbrio do balanço de arrecadação. Sobre a questão, o servidor diz acreditar que o problema será solucionado naturalmente, com a adaptação dos discentes com o novo formato de atendimento.

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