Alunas da UFU se unem por caronas com mais segurança

Estudantes criam grupos só para mulheres no WhatsApp na tentativa de garantir uma viagem mais tranquila

Por Camila Carneiro

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O grupo de WhatsApp voltado para caronas entre Uberlândia a Ribeirão Preto e região já conta com a participação de mais de 150 mulheres. Foto: Camila Carneiro.

A discussão sobre a segurança das mulheres ao combinar caronas com desconhecidos pela internet foi reacesa entre as estudantes da UFU depois do assassinato de Kelly Cadamuro. Segundo informações apuradas pelo noticiário local, no dia 22 de outubro a jovem ofereceu carona em um grupo de WhatsApp e acabou sendo morta pelo homem que aceirou a proposta. O intuito era dividir as despesas do longo trajeto.

Na Universidade, alunas tomaram a iniciativa de criar mecanismos mais seguros para a hora de marcar viagens com pessoas que desconhecem.O método mais comum para combinar caronas online é por meio de grupos específicos para conectar viajantes, seja por meio das redes sociais ou de aplicativos de mensagem.

O receio das estudantes sempre existiu, mas muitas optam por pegar estrada com um desconhecido por ser a opção mais barata. Renata Zucoloto, estudante de Arquitetura, relata um episódio que a deixou insegura: “Em uma das caronas que peguei, o motorista desviou do caminho e passou em Jardinópolis sem avisar. Só estávamos eu e mais uma menina no carro, então fiquei com medo de ser sequestrada”.

Adriana Silvério, aluna de Pedagogia, também conta que passou por uma situação suspeita. Ela costuma oferecer caronas de Uberlândia até Araxá e, em uma das ocasiões, foi abordada no Facebook por um homem que a deixou receosa. “Eu achei muito estranho, pois ele não respondia direito minhas perguntas sobre quem era ou onde morava, me ligou 1h da manhã para conversar… Acabei cancelando com ele”, disse. Adriana e Renata compartilham da mesma opinião sobre a criação de grupos destinados só à mulheres: se sentem mais seguras. “Depois da tragédia com Kelly, eu vou tentar dar carona só para meninas a partir de hoje”, conta Adriana.

A assessora de imprensa da Polícia Militar Elida Azevo, lembra que é aconselhável informar a alguém da família ou a um amigo de confiança com quem se está pegando ou dando carona, passando o contato e endereço.”Também é importante avisar o destino, hora de saída e chegada, e informar qualquer alteração no percurso, se possível”, concluiu.

Robertila Silva, que cursa Ciências Biológicas, foi a criadora de um dos grupos femininos no WhatsApp direcionado a caronas para Monte Carmelo e região. A estudante diz que resolveu criar um grupo específico por ter ficado com medo depois do caso da moça assassinada. “Aquilo podia ter acontecido comigo. Então, criei o grupo com intenção de juntar nós, meninas, para ajudarmos uma às outras”.

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