ESEBA SE CONSOLIDA COMO REFERÊNCIA NO ENSINO PÚBLICO DE UBERLÂNDIA

A cada ano, busca por vagas coloca milhares de alunos em listas de espera

Por Pedro Vítor Vieira Rodrigues

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Primeiro seminário de educação básica em outubro de 2017, Foto: Reprodução site Eseba

A Escola de Educação Básica (Eseba) da UFU completa 40 anos em 2017. Inicialmente fundada no Campus Umuarama com o nome de “Nossa Casinha”, atendia aos filhos dos funcionários da então Universidade de Uberlândia (UnU). Na década de 1980, mudou-se para o Campus da Educação Física, onde permanece até os dias de hoje, e tornou-se uma escola pública.

Anualmente, a Eseba recebe milhares de inscrições para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Para 2018, foram 3.076 inscritos, sendo 73 destes estudantes com deficiência. Por meio de um sorteio aberto, em média 60 alunos são selecionados para entrar no primeiro ano do Ensino Infantil. Nas demais turmas, os sorteados ficam em uma lista de espera para ocupar eventuais vagas que surgirem. Essa relação de estudantes expira a cada ano, sendo necessárias novas inscrições.

Mas qual é o diferencial da Eseba para atrair o interesse de tantos pais e alunos? Para Andressa Mendes, aluna do oitavo ano, o que distingue a escola é o método de ensino. “Nunca estudei em outra escola, então são 10 anos com esse mesmo método e eu não tive problemas com ele. Em comparação com a escola dos meus irmãos e dos meus primos, a Eseba tem um nível excelente”, relata a estudante.  

Segundo o professor de Educação Física, Leandro Rezende, o diferencial da Eseba é a sua qualidade, pois conta com profissionais gabaritados e oferece uma boa estrutura. Além disso, destacou que, por estar em uma esfera federal, a escola tem a obrigação de trabalhar não só o ensino, mas também a extensão, a pesquisa e a produção de novos saberes.

Ainda de acordo com Rezende, existe a demanda pela implementação do Ensino Médio. “Nós quase conseguimos a efetivação do projeto em 2010, mas o Ministério da Educação não viabilizou os recursos financeiros para o aumento do número de docentes e técnicos administrativos. Já foi disponibilizado espaço pela Universidade”, disse.

Eliana Carleto, professora na escola desde 1980, ressaltou que algumas realizações não dependem apenas da vontade dos profissionais envolvidos e sim das verbas públicas. “É uma luta para conseguir um elevador, porque não têm recursos para terminar uma obra que já foi iniciada e paralisou. O primeiro acesso para o refeitório, por exemplo, são escadas. Então, o aluno com deficiência física precisa ser carregado pelo professor ou ser conduzido pelo Campus da Educação Física para chegar ao destino”, contou.

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