Discentes da UFU contam o que fazem com o dinheiro de suas bolsas

As diferenças econômicas, sociais e culturais dos públicos determinam o tipo de uso

Camila Carneiro

Foto Camila
A fila do Banco do Brasil na Universidade, onde os bolsistas podem manejar seu dinheiro, está constantemente cheia. Foto: Camila Carneiro

Diferentes necessidades e interesses determinam a forma como os estudantes da UFU utilizam o dinheiro das bolsas recebidas. Essa diversidade reflete um dos desafios das instituições públicas atualmente, que é garantir a permanência de acadêmicos de todos os perfis sócio-econômicos. Assim, a universidade proporciona apoio financeiro aos alunos como, por exemplo, bolsas de moradia e de extensão – a primeira atualmente conta com 33 bolsistas, enquanto a segunda beneficiou 435 estudantes no ano de 2016. O dinheiro que recebem, que varia entre 400 e  496 reais, são gastos com aluguel, compras de supermercado, baladas ou até mesmo para uma viagem.

A diferença entre os tipos de bolsas está ligada ao perfil do público destinatário do benefício: a de moradia é voltada unicamente a estudantes classificados nas categorias socioeconômicas “D” e “E”, obtidas de acordo com a pontuação da análise realizada pelas assistentes sociais da equipe da Diretoria de Assistência Estudantil (Diase). As bolsas de extensão, por outro lado, visam auxiliar os participantes de projetos que integram a universidade com a sociedade e promovem ações de formação e cultura.

Essas diferenças resultam em maneiras diversas de utilizar bolsas. Exemplos disso são de Renata Lima, estudante de Engenharia Química que recebe bolsa moradia e a utiliza para necessidades como pagar aluguel e contas da casa, e Marina Sakomoto, também estudante de Engenharia Química que recebe bolsa de extensão mas, ao contrário de Renata, escolhe guardá-la.

Para José Neto, estudante de Relações Internacionais, o dinheiro da bolsa moradia é útil em compras do mês, como alimentação, higiene, remédios e passagens para visitar sua mãe, já que ele é de outra cidade. “Também guardo um pouco da bolsa para emergências. Eu acredito que ela é o bastante para meu uso mensal, pois recebo ajuda de minha mãe e de minha avó para pagar o aluguel da casa”. Não é o caso de Myke Silva, estudante de Ciências Sociais: “A minha [bolsa] serve basicamente para complementar na alimentação e no pagamento do aluguel, porque sou de fora e por enquanto meus pais ainda me ajudam financeiramente”.

No caso de Amanda Almeida, estudante da Geografia, a situação é outra. Ela recebe bolsa moradia junto à de extensão por causa da sua participação no PET (Programa de Educação Tutorial). Com a soma das verbas, ela consegue pagar algumas contas e, também, utilizar o dinheiro com atividades de lazer. Amanda explica que, em geral, utiliza o que recebe para ajudar no aluguel e com comida. “Também uso para recreação, como, por exemplo, para sair e viajar”, finaliza.

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