INTERMITENTE | Ativismo estudantil como estilo de vida e transformação social

Elaíny Carmona e Samantha Loren

Natália Cândido Silva, 19, natural de Uberlândia, Minas Gerais, estuda Engenharia Florestal na UFU, em Monte Carmelo. De cabelos enrolados e sorriso discreto, a universitária se dedica a algumas paixões: a arte, a cozinha, o desenho, o contato com a natureza e, principalmente, a militância estudantil. “Sempre estive inserida nesse contexto de lutas. No início, de forma branda. Depois que entrei na UFU, comecei a me interessar mais”, afirma.

Organizadora do Movimento Estudantil no campus Araras, Natália considera absurda a ausência de luta por parte dos alunos, mesmo com a situação precária que enfrentam.

 Em conjunto com seus colegas da Engenharia Florestal e com o curso de Geologia, começou a puxar o movimento, mas ainda enfrenta dificuldades. “As pessoas aqui não aceitam a militância. Acomodaram-se com a situação, com a falta de asfalto, com a água que não era tratada. Somos vistos como pessoas que querem apenas ‘causar’ no campus e que não querem estudar”, desabafa.

“A militância fez de mim uma pessoa com um olhar mais crítico” – Natália Candido Silva

Natália conta ainda que, desde o seu ingresso na UFU, em 2015, participou de diversas ações dentro da Universidade, como paralisações estudantis, piquetes e  ocupação da Reitoria no campus Santa Mônica, em Uberlândia.

A estudante defende a ideia da militância como uma necessidade constante diante das condições da vida e argumenta que “lutar por melhorias é o mínimo que temos de fazer”.

Juntamente com seus colegas, Natália organizou diversos protestos e manifestações na universidade e, ao relembrá-los, os olhos brilham e o sorriso aparece. “A militância me influencia demais. Ela abriu minha cabeça para várias questões e, certamente, fez de mim uma pessoa com um olhar mais crítico”, afirma.

Apesar das dificuldades e dos obstáculos enfrentados na luta diária, ela diz que tudo vale a pena quando vê os resultados daquilo que faz, para si e para os outros. “Tento ao máximo compreender o universo da forma que é. Acredito que o que não é bom pode melhorar”, ressalta.

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