INTERVALO | Atlética desrespeita regras de boa conduta e é penalizada

Atitudes ofensivas e humilhantes impedem time da Engenharia de participar da Supercopa em 2016

Por Lívia Ramos

Os casos de desrespeito em competições esportivas atingem desde grandes campeonatos, como o que ocorreu no Brasileirão de 2015, em que uma torcedora do Grémio xinga o goleiro do Santos de “macaco”, até campeonatos menores, como a Supercopa, realizada pela UFU.

A situação mais recente na UFU envolve a AAAE (Associação Atlética Acadêmica Engenharia), que teve sua participação suspensa na edição deste ano da Supercopa por causa de má conduta e desrespeito às regras e aos atletas adversários no campeonato de 2015. O problema mais grave diz respeito ao Hino da Atlética, considerado ofensivo. A decisão foi tomada depois que todas as atléticas membros da Liga UAI (União das Atléticas Independentes) votaram e decidiram que o melhor seria penalizar a Atlética da Engenharia.

Segundo o vice-presidente da Liga UAI, Victor Dornelas, tudo estava bem explícito no regulamento, tanto a possibilidade de suspensão quanto as regras sobre o campeonato. “Foi uma escolha da liga. As atléticas se preocupam com o andamento e com a imagem que a Liga passa. Assim, não é agradável que as atléticas que não condizem com a imagem de integração, respeito e valorização promovida pela liga, participem das competições promovidas pela mesma”, explica Dornelas.

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Torcida da engenharia acompanha uma de suas equipes em competição

A Atlética da Engenharia recorreu ao coordenador da DIESU (Divisão de Esportes e Lazer) da UFU, professor Sérgio Inácio, a fim de reverter a situação. De acordo com Matheus Sousa Siqueira, a diretoria da AAAE reagiu com bastante indignação e após muita cobrança uma reunião foi marcada com o presidente e o vice da Liga, os diretores da Atlética e o coordenador da DIESU. “Os motivos alegados pela Liga são implausíveis e a suspensão da atlética é injusta”, defende Siqueira.

Quando questionado sobre o respeito dentro do esporte e aos atletas, o vice-presidente da Liga afirma que é preciso ter uma torcida consciente, que vai contra o pensamento de que para ser torcedor tem que ofender e humilhar. “Sempre pregamos que dá para torcer sem ofender, não precisa humilhar os atletas ou diminuí-los. Assim, o esporte caminha no sentido que dá sim para mostrar o amor pelo seu time sem precisar faltar com respeito por ninguém”, completa.

Gabriela Tostes, acadêmica de Jornalismo e uma das criadoras do projeto de extensão Arquibancada UFU, que faz a cobertura dos eventos esportivos da Universidade, ressalta que as atitudes da sociedade refletem no esporte. E isso acontece em todo o mundo, como, por exemplo, os diversos casos de xenofobia por parte dos torcedores nos jogos europeus. “A falta de respeito não é válida. Desrespeitar um jogador não é certo e isso continua porque não há punições. Se começassem a punir esse tipo de atitude, as coisas mudariam”, acrescenta.

 

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