INCLUSIVA | Goalball: inclusão para deficientes visuais

Esporte paralímpico oferecido pela UFU promove socialização de atletas

Por: Clarice Bernardes

O Goalball, esporte para pessoas com deficiência visual, é uma das práticas oferecidas pelo Programa de Atividade Física para Pessoa com Deficiência da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da UFU. Segundo o professor Fernando Dias, coordenador do projeto e técnico voluntário desde 2009, o programa conta com doações e o apoio da UFU.

Atleta de goalball há cinco anos, Gisele Ferreira da Silva, 29 anos e mãe de dois filhos, é experiente em competições como o Campeonato Brasileiro, integrando a equipe feminina de Uberlândia. A atleta com deficiência visual, conta que sua mãe, aos oito meses de gravidez, teve toxoplasmose e rubéola congênita. Quando nasceu, o diagnóstico era que ela não enxergaria nem falaria. Mas apesar da perda de visão, ela tem superado a depressão com o Goalball. “O esporte muda a vida das pessoas que querem vencer”, acredita.

A modalidade é praticada por atletas com vários graus de deficiência visual em igualdade de condições. Todos usam óculos e um tampão oftalmológico para que os atletas das categorias B1 (cegos totais ou com percepção de luz), B2 (atletas com percepção de vultos) e B3 (atletas que conseguem definir imagens), possam jogar juntos.

Os treinos são gratuitos e abertos a pessoas com deficiência visual de ambos os sexos e idades de toda a região. Eles acontecem no Ginásio dois do Campus Educação Física às segundas-feiras das 13h30min às 17h com treinamento na quadra, e às terças e quintas-feiras com academia, natação e treino das 14h às 17h. As atividades são gratuitas para os atletas.

Mais sobre o jogo

O goalball é o único esporte paralímpico não adaptado. Ele foi desenvolvido em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e pelo alemão Sepp Reindle para que os soldados cegos que retornaram da Segunda Guerra Mundial pudessem fazer alguma prática esportiva. O primeiro campeonato brasileiro ocorreu no ano de 1987, em Uberlândia, e foi supervisionado pelo então presidente da Associação Brasileira de Desportos para Cegos, Mário Sérgio.

Segundo a Confederação Brasileira de Desportos Visuais, a partida tem dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo cada um. O esporte conta com três atletas titulares e três reservas em cada equipe, saindo vencedora aquela que fizer mais pontos. A quadra mede 9m de largura por 18m de comprimento. A bola tem 76 cm de diâmetro, pesa 1,25 kg e possui guizos para que os atletas ouçam seu som durante a partida.

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