Secundaristas promovem mostra cultural no campus UFU-Santa Mônica

Antes do evento, estudantes realizaram passeata pela avenida Segismundo Pereira com a presença de pais e educadores

Por: Ana Eliza Barreiro

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Secundaristas recebem apoio na ocupação do bloco 5O na UFU. Foto: Ana Eliza Barreiro

Ontem (31), alunos da Escola Estadual Segismundo Pereira promoveram duas ações em prol do movimento das ocupações: ao lado de pais, professores e apoiadores, fizeram passeata pela manhã do colégio até o campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde promoveram uma mostra cultural. Ao longo do percurso, sob sol quente, manifestantes bradaram “Fora Temer” e músicas de protesto até a chegada aos blocos ocupados da universidade, o 3M e o 5O.

Um “abraçaço” ao redor da escola teve início às 13h30, para chamar a atenção da comunidade local. Os manifestantes encontraram apoio e foram parabenizados pelos universitários. Para a estudante M. V. (nome omitido nesta reportagem para preservar a integridade da aluna), é preciso ocupar e resistir para conquistar a democracia perdida. “Tenho amor por essa ocupação. Comecei a ver a escola e os professores com outros olhos. Para mim, não podemos desocupar ainda. É preciso resistir porque estamos lutando pelos nossos direitos. Achei o máximo irmos até a UFU” ressalta.

Mãe de uma aluna ocupante de 14 anos, Roberta Brito diz fazer questão de dormir na escola junto com os alunos e defende que o movimento na cidade deve ser motivo de orgulho e de chamada para a luta. “É linda essas ocupações. Precisamos da força dospais para ajudar os movimentos a se concretizarem.”

Por volta das 16h, os alunos retornaram à escola, onde participaram de aulas e oficinas promovidas por voluntários, com nova passeata pela avenida Segismundo.

Histórico

A Escola Estadual Segismundo Pereira é um dos 24 estabelecimentos de ensino de Uberlândia resistentes às medidas de cortes e mudanças sem consulta pública na educação. A ocupação no local ocorre há uma semana e não tem previsão de término. Os manifestantes alegam que o movimento continuará até o recuo de propostas de leis como a PEC 241, que atualmente tramita no senado como PEC 55. Segundo professora que conversou com a equipe de reportagem do Senso Incomum mas que preferiu não se identificar, há docentes contrários à movimentação estudantil que estão promovendo represálias aos adolescentes.

Mobilização

Para ministrar aulas e oficinas voluntárias aos alunos que ocupam as escolas, basta entrar em contato com e redação pelo endereço eletrônico sensoincomumufu@gmail.com.

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