Professores, técnicos e estudantes protestam em frente ao Hospital das Clínicas-UFU

Mais de 300 pessoas se reuniram para ato em defesa do HC e do Sistema Único de Saúde  

Por Elaíny Carmona

Aconteceu na manhã desta terça-feira, 1º de novembro, ato unificado em defesa do Hospital das Clínicas da UFU e do SUS. Com a presença de mais de 300 pessoas, divididos entre técnicos do Sindicato de Técnicos Administrativos (SINTET-UFU), professores da Universidade Federal de Uberlândia, Funcionários do HC e estudantes de diversos cursos. O ato foi divido em três partes: uma assembleia para analisar os efeitos da PEC 241 (hoje PEC 55) na saúde, uma mesa de debates com representantes dos três segmentos da UFU e um abraço simbólico no HC.

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Foto: Letícia França

A assembleia que iniciou o ato contou com diversas falas analisando os possíveis efeitos da proposta de emenda à constituição (PEC) 241 na saúde e na educação. A PEC foi atualizada como PEC 55 no Senado Federal e prevê um teto para os gastos públicos, a fim de resolver a crise econômica em que o país se encontra. Sobre essa promessa de melhora, Sebastião Elias da Silveira, enfermeiro do Hospital das Clínicas há 20 anos, afirma não ver a  PEC como uma saída para crise. “Eu acho que ela agrava. Eu acho que essa proposta do governo corta recursos das atividades ligadas às áreas sociais para fortalecer sua política econômica”, completa.

O HC é responsável pela formação de estudantes da UFU de cursos como Enfermagem, Medicina, Nutrição e Fisioterapia. Os cursos possuem disciplinas de estágio obrigatório dentro do hospital. Para Silveira, a PEC representa um prejuízo no seu conjunto para a educação como um todo, mas o hospital é duplamente afetado. “Ele é mantido com recursos do MEC e também com recursos do SUS e essas duas áreas são afetadas”, explica.

No intuito de ressaltar a importância do hospital na formação de futuros profissionais da saúde, foi realizada uma mesa de debate com representantes dos três segmentos da universidade. Júlio César Alvares, aluno do nono período de enfermagem, participou da mesa e conta, em entrevista, a sua experiência no estágio supervisionado dentro do HC: “Aqui no hospital a gente estava com aquele corte de verbas na saúde e o hospital num perrengue. Então estava faltando materiais, medicações, luvas, sacos plásticos e etc. Isso prejudica o estágio que a gente estava fazendo”.

Álvares  acredita que a assistência que é oferecida  aos pacientes fica fragilizada por causa dessa falta de recursos. “A falta de materiais impede que a gente faça o que deve ser feito, como um  um curativo mais complexo”, exemplifica.,

O ato terminou com um abraço simbólico ao prédio do HC, com o propósito de chamar atenção dos pacientes e demais pessoas que se encontravam nas ruas para a atual situação do hospital e os possíveis problemas futuros.

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