Juntas elas podem mais

De várias vertentes feministas, a união das mulheres cresce na UFU

Por Adrivania Santos e Maryna Ajej

FEMINISMOCréditos: desconhecido

Movimento social, político e filosófico, o feminismo visa direitos iguais entre mulheres e homens.  Sabe-se que as universidades são palco para esse tipo de movimento e na Universidade Federal de Uberlândia não poderia ser diferente. Após a tentativa de estupro ocorrida no banheiro do 3D, bloco do Direito, no dia 21 de setembro de 2015 o movimento ganhou força. Bruna Souza de 21 anos, aluna do sétimo período de Direito na UFU, não pensou muito antes de criar o grupo “Segurança na UFU – Mulheres”, no Facebook, por achar importante discutir sobre o assunto, pois “mesmo na universidade que enxergamos como um espaço mais progressista, a mulher ainda é vista como submissa ou inferior”.

Cláudia Guerra, doutoranda da UFU em história sobre violência de gêneros e fundadora da ONG SOS Mulher e Família diz que a tentativa de estupro e a criação do grupo se deram no estopim de toda essa luta e para ela “ainda temos muito que avançar em termos da educação”. Assim com o crescimento do movimento na UFU, surgiram também novos protestos e debates. “Hoje essas questões são problemas de homens e de mulheres” e complementa que não podemos rotular o feminismo, pois todo “ismo” esvazia o sujeito das possibilidades da sua complexidade.

Vanessa Barros Cavalcante, 25 anos, estudante do 11º período de Medicina Veterinária na UFU se considera feminista da vertente radical e acredita que o movimento na universidade precisa de mais força. “As meninas ficaram com medo, e foram silenciadas por muito tempo, e precisou acontecer um acidente muito grave para que elas começassem a se mostrar… precisamos incomodar bastante gente”, diz. Bruna acredita que com os últimos acontecimentos, o feminismo ganhou maior visibilidade e agora além de buscar segurança, é necessário que haja  esse debate dentro da universidade.

Serviço

Em caso de agressão física ou verbal contate a ONG SOS Mulher e Família. Espaço de atendimento social, psicológico e jurídico gratuito onde é possível ser atendida mesmo sem o boletim de ocorrência. O atendimento é feito de forma continua de acordo com o número de seções que cada paciente necessita.

Rua Feliciano de Moraes – Número 62
Bairro Nossa Senhora Aparecida
Telefone: (34) 32157862

http://www.sosmulherfamiliauberlandia.org.br

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: