Feira de produtos orgânicos tem sua primeira edição na UFU

Proposta é aproximar produtores da região de consumidores e incentivar a agricultura ecológica e solidária

Por Daniel Pompeu

Aconteceu na manhã deste último sábado (14), em frente ao bloco 3Q, no Campus Santa Mônica, a primeira Feirinha Solidária da UFU, projeto do Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (CIEPS) em conjunto com as Pró-Reitorias de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PROEX), o Grupo Universitário de Agricultura com Responsabilidade Ambiental e Social (GUARAS), e os cursos de nutrição e administração. O evento reuniu agricultores que produzem orgânicos em um modelo agroecológico (ou se encontram em fase de transição), livre de agrotóxicos e adubos químicos. Quem visitou a feira, percebeu que a ideia tem grande potencial. Marcelo Fodra, professor da Faculdade de Gestão e Negócios (FAGEN), elogiou a proposta. “A iniciativa é interessante. Acho que deve continuar. É uma oportunidade dos produtores mostrarem os produtos deles e sentirem o mercado”, disse. Segundo Fodra, os orgânicos não costumam ser atrativos, devido aos altos preços e a baixa qualidade. “O pessoal tem um pouco de aversão ao orgânico porque se imagina que é um produto feio e caro. E não é o que está se vendo. Os preços são razoáveis e os produtos tem apresentação, são bonitos.”

Cristiane Betanho, professora do curso de Administração Pública da UFU e coordenadora do CIEPS, define a feira como um “sonho antigo”. “Desde que começamos a incubar os agricultores, sempre foi um sonho termos um espaço de comercialização”, explica ela. Segundo a professora, a feirinha é um dos resultados de um projeto que busca promover a produção agroecológica e orgânica. Outra proposta da feira é colocar em contato aquele que produz e aquele que consome. “Vivemos em um tempo em que focamos tanto no consumo, que a gente não sabe quem produz. Não conhecemos mais o produtor e as relações de consumo estão banalizadas. Aqui estamos podendo aproximar os agricultores dos consumidores”, explica Betanho.

Joana Pereira e Maria do Nascimento são duas agricultoras que trouxeram seus produtos para expor na feira. Para Joana, do assentamento Dom José Mauro, a maior dificuldade envolvendo a produção de orgânicos consiste na divulgação para a comercialização. A feirinha, nesse caso, funciona para criar um contato e mostrar o que é produzido para quem se interessa em comprar. Maria do Nascimento, de uma aldeia da etnia Tupinambá da região, trouxe produtos naturais de produção própria, como sabão e ervas medicinais. Para ambas, o evento foi uma oportunidade de complementar o próprio sustento.

De acordo com Rafaela Mazola, estagiária do CIEPS e uma das responsáveis pela organização da feira, oferecer meios para que os produtores comercializem os orgânicos é também um dos pilares do projeto. “A feirinha é um evento estratégico para ajudá-los a vender e conseguir criar independência”, explica ela. Segundo Mazola, as chuvas das últimas semanas contribuíram para a realização da feira. Apesar disso, a próxima edição devem demorar cerca de 15 dias devido ao tempo exigido pela produção. A frequência também será definida de acordo com o público da primeira feira.

Confira algumas fotos da Feirinha Solidária

Imagens: Daniel Pompeu e Isabella Rodrigues

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